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riscos_e_rabiscos

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Trovoada de um raio...

 

Tomou-lhe o gosto e agora não quer outra coisa... E quem se trama é quem vai trabalhar! Estou para aqui que nem posso, mais cansada e chei de sono! Humpf!

 

Mais uma noite de chuva e de trovoada fortíssima. Adormece uma pessoa ao som relaxante da chuva e está esticadinha na cama num sono tranquilo quando, de repente, CABUUUUM!!! E lá vem a "querida" trovoada" perturbar o nosso descanso!

Sou levada a pensar que esta chuva é traiçoeira, que há uma combinação maléfica entre a menina chuva e a dona trovoada! Quando nós pensamos que vamos ter uma noite calma e dormir o sono dos justos, apanhamos um susto digno de um ataque de coração.

 

Mas o pior não é só isto... É que o meu Bóbi tem um medo terrível dos trovões. Pois, um cão deste tamanho e é um mariquinhas de primeira! E o que é que um cão com medo faz? Ladra! E se o Bóbi tem um ladrar potente!

Ora se a vizinhança não acordar com a trovoada, com certeza acorda com o ladrar do Bóbi! E o que é que eu posso fazer?! É que até eu não me apetece nada estar a ouvir o senhor Bóbi a ladrar e dar saltos a meio da noite.

 

Fui pesquisar na net o remédio para este mal. E encontrei isto: "Ignore os trovões, faça o cão perceber que você não está com medo, que mesmo com os trovões você continua fazendo tudo normalmente. Assim ele começará a entender que não há tanto perigo quanto ele imagina. Outra dica é você tentar distrair o cão com brincadeiras que ele goste. Sempre que ele brincar com você e esquecer do medo das trovoadas dê um petisco. Com o tempo a tendencia é o cão associar as trovoadas com um momento de brincadeira e diversão com o dono."

 

Bom, se assim li, melhor o fiz. Brinquei com o cão, dei-lhe barrinhas e biscoitos para o recompensar de ter ouvido o trovão e não ter ladrado, até que a trovoada acalmou. O bicho depois deitou-se no chão e adormeceu. E eu também. Finalmente. Trovoadas, bah!

O Mistério Do Assalto Ao Convento

 

Fui recebida à chegada com um segredo: o convento tinha sido assaltado. Mas era segredo de estado. Não podia pensar sobre o assunto e muito menos comentá-lo com alguém.

Entrei no edifício pé ante pé, com receio de me cruzar com os ladrões ou de tocar nalguma coisa e deixar ali impressas as minhas lindas e inocentes impressões digitais.

 

Parece que, durante a noite, alguns meliantes acharam o convento um local atractivo para fazer uma visita nocturna. Entraram sorrateiramente, provavelmente pelo ar pois para além de ficar no alto, o convento fica rodeado de precipícios e despenhadeiros. Como a entrada mais fácil era a da porta da frente, tenho cá pra mim que alguém tentou fazer ali o último filme da saga “Missão Impossível”, - versão tuga – mas como não era suficientemente emocionante, decidiram passear pelas salas e ver o que lhes poderia ser útil nas filmagens e levar “emprestado”. Numa das alas do convento, surripiaram um monitor de PC e uma televisão “fininha”. Ainda remexeram noutras coisas mas acharam que não valiam a pena.

 

Ao assomar-se a uma das salas de outra ala, depararam com uma irmã que ali se encontrava a trabalhar arduamente, de madrugada, enrolando papelinhos para rifas. Ao verem aquele ser, àquela hora e naquela noite (de Halloween), indagaram se aquela visão seria um produto da sua imaginação ou uma visão aterradora de uma entidade vinda do mundo etéreo. Os cabelos a pingar óleo, cara esburacada, nariz adunco e bicudo de verruga na ponta, trajando negro cor de corvo e entoando uma espécie de mantra com voz bruxuleante.

 

Percebendo que alguém estranho se encontrava a espreitar à porta e desconhecendo o intuito da visita àquela hora tardia, a irmã virou a cara em direcção à porta e perguntou com a sua voz bruxuleante “em que vos posso ajudar?”

Ao ver as feições horríveis e ouvir aquela voz horripilante, de tal forma aguda que feria os tímpanos, os meliantes pegaram nas suas perninhas, deram cordas aos sapatos, pegaram nos seus objectos “emprestados” e evaporaram-se dali!

 

Claro que eu contei isto de forma ficcionada mas noventa porcento do que aqui está é verdade. No entanto, tenho algumas questões a pairar sobre a minha cabeça: Porque não levaram os monitores dos computadores todos? Como é que alguém está no silêncio da noite a trabalhar num sítio enorme onde um alfinete que cai ao chão se ouve, e não ouve que anda alguém estranho por ali?

 

Se alguém tiver uma explicação plausível, chegue-se à frente!

 

Sonho ou Pesadelo?

 

 

 

 

 

Já vos contei que o meu irmão é um rapaz que fala muito enquanto está a dormir. É gajo para contar anedotas, dizer adivinhas, andar aos beijos com as suas “paixões” e até proferir alguns palavrões que ferem os ouvidos. Ah, e fora as discussões com interlocutores incógnitos!

 

Esta noite passou-se uma situação caricata. Adivinhem lá quem foram as personagens famosas da história?! Pois…

 

***

 

O meu irmão chegou tardíssimo a casa e, depois de levar o pobre Bóbi aflitinho para verter águas à rua, entrou em casa e refugiou-se na cozinha ao telefone. Eu perdi a conta ao tempo de conversa. É sempre a mesma coisa!

 

Estava eu num sono de beleza, repousante e regenerador, quando a minha mãe vai “espreitar” o meu irmão à cama. No momento em que espreita no quarto ele deve ter murmurado alguma coisa pois eu só oiço:

 

- S. desliga imediatamente essa porcaria porque já não são horas de estar ao telefone! São 4 da manhã!

 

Estranhei esta conversa, até porque tinha visto o meu irmão colocar o telefone a carregar. E mais… eu nem sequer o tinha ouvido falar!

 

A minha mãe deitou-se e vociferou do meio dos lençóis:

 

- Não te aviso mais vez nenhuma. Vou aí, arranco-te o telefone e mando-to para o lixo!

 

Eh lá, que ela está brava, pensei eu. Se calhar quando devia actuar, não actua. Mas também reconheço que é mais fácil fazer cumprir as nossas “ordens” quando o “ordenado” está a dormir.

 

Só a oiço levantar-se furibunda. Foi directa ao meu irmão verificar se ele tinha largado o telemóvel. Vasculhou a cama dele à procura do dito cujo e depois chegou à brilhante constatação de que o S. estava a dormir profundamente.

 

Opa, que ela ande a cascar merecidamente na cabeça do meu irmão, tudo bem mas que não me deixe dormir a mim é que está muito mal!!!

 

 

Medo na Noite

Acabámos de jantar e o N. foi fumar um cigarro à janela da varanda. Quando regressou para a sala, começámos a ouvir gritos. Alguma coisa de grave se estava a passar.

 

Voltámos à janela para tentar perceber o que se estava a acontecer. Começámos a ouvir tiros. Mais gritos de várias pessoas em desespero. De repente, mais uma sucessão de tiros, seguidos. Vários tipos de armas a disparar pois os sons eram diferentes. Alguns eram autênticos estoiros. Pareciam revólveres, petardos e metralhadoras.

 

Comecei a ficar nervosa e um bocado assustada. Afinal, isto estava a passar-se no bairro de realojamento entre a minha casa e a casa da minha mãe.

Novamente mais tiros… Só pensava que o meu irmão poderia ter ido com o Bóbi à rua e acontecer-lhe alguma coisa. Liguei para a minha mãe a contar o que estava a suceder, para terem cuidado. Mas o meu pai e irmão ainda não tinham regressado a casa do trabalho, o que, de alguma forma, me descansou.

 

Eu e o N. voltámos para a janela. Mais tiros de várias armas. Suspeitámos que estariam a disparar uns contra os outros, pois não pareciam ser disparos da polícia. Aquilo começou mesmo a meter medo. De arrepiar. De tal maneira, que eu e o N. andávamos de cócoras na varanda com medo de que algo nos acertasse, apesar da distância.

 

Finalmente, a gritaria começa a diminuir e a acalmar. Se eu estava assustadíssima e vivo longe, imagino as pessoas que vivem naqueles prédios.

A maioria que constitui este bairro de realojados, é de etnia cigana. Andam sempre às turras uns com os outros. Os prédios, que têm casas óptimas, pois eu tive ocasião de ir visitar um andar, estão todos destruídos…

Esta era uma zona super calma e onde sempre houve pessoas de etnia cigana mas desde que fizeram o bairro tem sido o terror completo. Posso dizer que, para muitas pessoas, há algumas noites de verdadeiro pânico…

 

 

P.S. - Entretanto saiu uma notía sobre o acontecido no jornal "Destak". Check this out...

 

http://www.destak.pt/artigos.php?art=12776

 

Na Cama Com…

                                         

 

… uma boa companhia. As noites estão frias e chuvosas. Apetece estar enfiada na cama, confortável e aconchegada, partilhando o espaço com um companheiro simpático e quentinho.

 

Nas últimas noites, uma vez que estou sozinha, tenho recorrido com frequência a este amigo. É uma forma de compensar a solidão, obtendo algum prazer… é incansável, rende-se às nossas vontades e nunca reclama. Seja no trabalho ou por prazer, posso sempre contar com ele.

 

Interage connosco horas a fio, sempre com uma performance exemplar, mostrando-nos aquilo que mais desejamos.

Não o partilho com ninguém. É meu, único e exclusivamente meu.

Tem o formato ideal, ajusta-se na perfeição às minhas pernas, usa a minha cor preferida e é agradável ao toque…

 

Espero que esta minha confissão de traição não vos tenha chocado. É assim que traio o N. quando ele cá não está. Tenho de compensar a sua ausência, certo? Por isso, passo as noites na conversa no computador!!! Estavam a pensar o quê?!

 

De Cabeça Oca

 

Não estou grande coisa. Desde que acordei que sinto a cabeça muito esquisita. Não é bem dor de cabeça, é apenas uma sensação estranha na cabeça. Como se tivesse deixado o meu cérebro algures...

Não sei se esta sensação se deve às oscilações do tempo ou se deve a uma noite - que desconfio ter sido passada a ter semi-pesadelos e sonhos parvos - de sono intranquilo. Nem o meu descafé da manhã me deu pica para começar o dia. Assim que pus o meu delicado pé na rua, senti-me o Neil Armstrong a pôr um pé na Lua. E a claridade feriu-me a vista como se de uma vampira eu me tratasse.

AS quarta-feiras são os meus piores dias no colégio. Os meus e desconfio que o dos miúdos também. Praticamente, só têm a hora de almoço para descansar e depois, de tarde, são aulas ininterruptamente e sem intervalo entre as mesmas. E depois quem é que consegue segurar a energia toda?! E também não dá para fazer jogos utilizando essa energia porque não há espaço eles ainda ficam piores! Chegam a roçar a estupidez gratuita. Nem que seja a queda de um lápis para o chão é o suficiente para desestabilizar a turma. É preciso uma paciência de Job!

Por isso, ainda não fiz nada que se aproveitasse desde que chegeui a casa. comi uma torradinha, limpei as patas do Bóbi e sentei-me aqui a responder a comentários. Hoje os meus olhos recusam-se a fazer leituras bloguianas mas amanhã fá-las-ei aos vossos blogs para deixar a minha "marca".

Descobri uma coisa ocasionalmente. Uma moça que conheci em tempo vai fazer uma cirurgia ainda mais radical do que a que me foi proposta. Mas ela pesa 199 kgs e tem vinte e poucos anos, para além de ser asmática. É uma pena porque eu conheci-a mais levezinha. Fiquei contente por ela. E aqui sim, concordo com estes procedimentos cirúrgicos. Espero que corra tudo bem.

Amanhã há mais senão começam a sair baboseiras pois começo a sentir o "João Pestana" a querer invadir o meu território! Hasta la mañana, babies!

Natal em Balanço

 

Já nos encontramos no segundo dia após o Natal. Andámos que nem loucos durante algumas semanas a empenharmo-nos para comprar presentes, desesperámos em filas de espera, e atulhámo-nos em iguarias. e de repente.. Pufffs! O dia mais esperado do ano passa tão depressa, que quase não demos por ele!

Dei por mim pouco embrenhada na época natalícia. Não senti grande pressa para fazer a árvore de Natal, comprei as poucas prendas a horas de não me meter na confusão e comprei a matéria-prima para as iguarias natalícias calmamente, evitando as filas gigantescas.

O meu Natal foi passado na minha casa, em família. Éramos cinco gatos pingados a atacar o meu belo bacalhau e o meu borrego assados no forno, acompanhados de umas batatinhas deliciosas. Como eu não aprecio borrego, ataquei o bacalhau!

Chegou a parte dos doces... Ó valha-me Deus! Nem sei por onde começar... Fiz um bolo de chocolate com cobertura de chocolate e natas a pensar no meu irmão. Depois seguiu-se um doce maravilhoso à base de leite condensado que a minha tia Etelvina me ensinou a fazer. É de chorar por mais e este foi feito a pensar no N.. Por último, arrisquei fazer Baba de Camelo. A pedido do N., lá a fiz mas só provei uma colherzinha. Acho que tenho de voltar a fazer para aperfeiçoar uns pormenorzinhos... Como se isto tudo não bastasse, ainda havia um molotoff!

A minha mãe este ano esmerou-se nas filhós. Inovou nas tradicionais da sua terra, fez coscorões e sonhos! Para mim as melhores forma mesmo as da terra dela. Chlép!

Conclusão: tenho resmas de doces por aqui. Alguém quer vir aqui dar uma ajudinha para exterminar os doces de vez?

Depois daquela comezaina toda, resolvemos fazer algum exercício físico abrindo prendas. Ainda recebi algumas prendinhas. O N. ofereceu-me umas botas, a minha mãe duas camisolas o mano e o pai não ofereceram nada..lol! Mas receberam! Ah, e o N. também se auto-presenteou com uma máquina de café espectacular...

O meu dia 25 de há alguns anos para cá, tem sido sempre passado com a minha amiga S. que faz anos precisamente nesse dia. Costumava haver almoço e lanche em casa dela e era uma forma de estarmos juntas nesse dia.

Este ano resolveu não fazer nada. Diz que estava farta da hipocrisia familiar que se juntava à sua volta nesse dia. E, por isso, nem bolo de aniversário queria. É um direito dela que eu compreendo tão bem!

No fim das contas, festejámos o aniversário dela dois dias antes com uma jantarada aqui em minha casa.

Assim, no dia 25, eu e o N. abancámos a tarde inteira no sofá a papar todas as porcarias que deram na tv nesse dia. É que nem sequer nos apeteceu ir à procura de um café aberto para beber um café! Já para nem falar da chuvada que começou a cair... Só saímos de casa para o Pimentinha dar a sua voltinha e fazer as suas necessidades fisiológicas.

Foi assim passado mais um Natal em família.